8
Se a mulher estiver de balão
Fica a unidade limitada
Deixando logo o pelotão
Coma a eficiência abalada
9
Não se trata de preconceito
Mas se agora não há guerra
Não tem mesmo qualquer jeito
Transformar candura em fera
10
Em tempos complicados
Tudo seria mais normal
Até ajudavam os soldados
Levantando-lhes a moral
11
Mostra bem a insanidade
Dos políticos de ocasião
Que falam da igualdade
Apenas nisto no resto não
12
Perdem um tempo precioso
Estes pretensos democratas
Não vêm quanto é malicioso
Ter dois sexos nas camaratas
13
Ao emboscarem à partida
Uma força de reacção
É como ter gente ferida
Antes de haver confrontação
14
Há sempre constrangimento
Quando o grupo é desconforme
E se o homem vira jumento
A barriga torna-se enorme
PODEM ESTAR DE ACORDO OU NÃO
MAS É A MINHA OPINIÃO
MESMO HAVENDO ALGUM SENÃO
NÃO DEIXO DE TER RAZÃO
Mário Manso
domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
VISITA A UM CAMARADA
Encontrando-se em Elvas em 21 de Agosto de 2009, uma significativa representação da Associação de Fuzileiros por razões de um convite para inauguração de um monumento aos Combatentes, em uma das suas Freguesias, e por haver conhecimento através do camarada Afonso “Gago”que fez parte do Dest nº 2 Angola “Cte. Pontes” de que um elemento dessa unidade se não encontrava bem de saúde, impunha-se a todos fazer-lhe uma abordagem solidária. (mesmo não sendo sócio da Associação) Assim sendo, fomos visitá-lo a sua casa. “zona que é já o limite da sua liberdade” No primeiro contacto, fomos recebidos pela sua esposa, Dona Ana Maria, que de forma muito emocionada, transportava em si uma carga de sofrimento e ao mesmo tempo, de um altruísmo extraordinário. A forma como envolvia o marido era prenúncio de ter saído a sorte grande a este nosso camarada João Mourato Calado. Ficámos muito sensibilizados, com a forma carinhosa como é tratado. Também este combatente, a guerra, foi incapaz de o vencer mas, a tenebrosa doença do Alzheimer, está a envolvê-lo sem dó nem piedade e pouco a pouco o vai asfixiando, o que inevitavelmente, o levará ao fim da vida sem o mínimo de qualidade. Este provocado encontro, só foi possível porque o “Gago” do seu Destacamento se preocupou em dar-me conhecimento do estado deste camarada, e com a colaboração do Óscar Barradas, conseguimos esta visita, isto prova que os Fuzileiros, não abandonam o seu camarada seja em que situação for.
A visita proporcionou-nos uma visita ao seu museu, que se reveste de um espólio extraordinário de peças embalsamadas, resultado das muitas caçadas que fez por toda a Europa,
Esta máxima dos fuzileiros apoia-se na verdade da sua prática, porque são os únicos, que nunca deixaram um camarada para trás, vivo ou morto. Também neste caso, apenas fizemos o que devíamos a um camarada ainda vivo.
Aproveito esta vivência familiar, para dizer a todas as esposas ou companheiras de combatentes, que elas são agora, o nosso apoio mais precioso, e que não há MG ou G3 que resolva, este tipo de guerra. Só a compreensão, o amor e dedicação, lhe pode trazer algum mesmo que rejeitado, conforto.
Sei que o nosso camarada, se encontra já numa situação muito complicada com a doença a impedir-lhe que desfrute do mínimo de dignidade.
Mário Manso
FOTOS ALUSIVAS
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A MULHER NÃO MERECIA -1
1
Sinto uma grande tristeza
E não havia necessidade
Quererem esbater a dureza
Só por alguma vaidade
2
Mulheres, nós não queremos
Nas vertentes operacionais
Se os valores não perdemos
Nos Fuzileiros estão a mais
3
As mulheres não estão talhadas
Para os Fuzos no seu todo
Iam ficar muito atrapalhadas
Estando com período no lodo
4
E na pista de combate
O pau não é fácil encaixar
Porque na hora do embate
As mamas não vão deixar
5
E no transporte de feridos
O que é que vai acontecer
Ficam os peitos comprimidos
E algo começa a crescer
6
Todos sabem que não serve
Mas continuam persistentes
Quem as tem que as conserve
Para os Fuzos indiferentes
7
Os Fuzos são estimulados
Com uma prova de fama
Que os deixa preparados
Para fazerem do lodo cama
Me desculpem a brincadeira.
Mário Manso
Sinto uma grande tristeza
E não havia necessidade
Quererem esbater a dureza
Só por alguma vaidade
2
Mulheres, nós não queremos
Nas vertentes operacionais
Se os valores não perdemos
Nos Fuzileiros estão a mais
3
As mulheres não estão talhadas
Para os Fuzos no seu todo
Iam ficar muito atrapalhadas
Estando com período no lodo
4
E na pista de combate
O pau não é fácil encaixar
Porque na hora do embate
As mamas não vão deixar
5
E no transporte de feridos
O que é que vai acontecer
Ficam os peitos comprimidos
E algo começa a crescer
6
Todos sabem que não serve
Mas continuam persistentes
Quem as tem que as conserve
Para os Fuzos indiferentes
7
Os Fuzos são estimulados
Com uma prova de fama
Que os deixa preparados
Para fazerem do lodo cama
Me desculpem a brincadeira.
Mário Manso
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
HISTÓRIA MAL CONTADA
ANTÓNIO MILHEIRO VARANDAS
TAMBÉM MUITO MAL AVALIADO
POR MENTES EM DESMANDAS
QUASE FICAVA SITIADO
UMA HISTÓRIA MAL CONTADA
ESCRITA POR UM TRAMBIQUEIRO
MERECE MAIS ESTA BOFETADA
COM HONRA DE FUZILEIRO
ENTRASTE PELA PORTA GRANDE
CONFESSO: SENTI ABALO
AGORA NADA ME IMPORTA
SAÍSTE PELA DO CAVALO
Resposta pronta: é dessas que vocês gostam! Dessas malucas!
Naquele momento sentia-me mal. Muito mal.
Apenas respondo por mim. Por aquilo que digo e por aquilo que faço.
António Milheiro da Piedade Varandas
TAMBÉM MUITO MAL AVALIADO
POR MENTES EM DESMANDAS
QUASE FICAVA SITIADO
UMA HISTÓRIA MAL CONTADA
ESCRITA POR UM TRAMBIQUEIRO
MERECE MAIS ESTA BOFETADA
COM HONRA DE FUZILEIRO
ENTRASTE PELA PORTA GRANDE
CONFESSO: SENTI ABALO
AGORA NADA ME IMPORTA
SAÍSTE PELA DO CAVALO
No passado dia 6/11/09 ao entrar em minha casa fui interpelado, em tom inquiridor, pela minha mulher, que me perguntou o porquê de eu já não ir tantas vezes à Associação como ia.
Respondi-lhe que a Associação estava a ser gerida por uma comissão administrativa com a finalidade de preparar a Assembleia Geral para eleger os órgãos Sociais, uma vez que tinham sido dissolvidos os anteriores por razões que eu próprio não entendi.
Reparei que, enquanto eu dava a explicação, a minha mulher ia meneando a cabeça em sinal de que não acreditava no que eu dizia.
Quando terminei, ela “sacou” duma carta que até ai tinha mantido escondida, entregou-ma e disse: não será por isto?
A carta já estava aberta sinal de que a minha mulher já sabia do seu conteúdo. Entre nós não há segredos.
Procurei o remetente. Lá estava o nome do imbecil que a remeteu. O que diria aquela carta para a minha mulher estar deveras perturbada, ao ponto de me dizer: é por isso que vocês gostam de lá andar, para se meterem com as filhas dos outros.
Gelei! Não por medo ou por qualquer divida que me viessem cobrar. Nada devo, nada temo.Contudo ali estava eu pasmado diante da minha mulher sem saber o que dizer. Eu, um homem acostumado à guerra, com duas comissões na Guiné e outra em Moçambique para além dum curriculum enorme na área da instrução, desde Recrutas até aos Cursos de Oficiais e Cadetes, com quem muito aprendi e ensinei, que me preso de nunca maltratar ou ser maltratado, ali estava eu parado no tempo, cojitando. Que mais dirá esta carta?
Senti nojo desta gente e de quem lhe apara os golpes!Numa tentativa de acalmar os ânimos, e uma vez que o que mais parecia preocupa-la era o caso da funcionária, porque nós também temos uma filha, fui dizendo que se calhar a rapariga também tinha alguma culpa e agora atirava com ela para cima do homem.
Foi pior a emenda que o soneto.Resposta pronta: é dessas que vocês gostam! Dessas malucas!
Naquele momento sentia-me mal. Muito mal.
Já tinha ouvido dizer que o cretino era mentiroso e perigoso. Se dúvidas houvesse elas deixariam de existir.
Por causa de um perigoso inconsciente ali estava marido e mulher desentendidos, sujeitos a deitarem por terra uma vida conjugal de 44 anos, se não houvesse bom senso.
Com a divulgação daquela carta ficou a descoberto o que sempre quis tapar, o que não deviam ter feito. Quis proteger alguém e acabou denunciando. Lamentável!
Para além das várias ofensas que me faz, a mim, e a outros camaradas, que posteriormente tive conhecimento que também eles receberam a carta, penso que de igual teor, o “dito cujo” acusa-me de participar na reunião aonde a ex. funcionária disse o que disse, e no qual acredito.
Como é do conhecimento geral sempre que podia comparecia nas reuniões de que tinha conhecimento, e foram muitas, só não participando naquelas onde só a Família Castrense tinha lugar e conhecimento. Essas sim ilegais.
Quanto ao ter assinado o documento, apenas digo que sempre assinei a minha presença em todas as reuniões em que participei.
Se tivesse havido tino, aquelas declarações não passariam, provavelmente, do arquivo. A pessoa que declarou, desabafou, e por ai se ficaria… Certamente.
Assim… Assim tudo pode acontecer.Apenas respondo por mim. Por aquilo que digo e por aquilo que faço.
Tanto quiseram esconder o gato que lhe deixaram o rabo de fora. Alguém é responsável por isso.
Que respondam.Nota: esta carta, onde a realidade e ficção se fundem e confundem, conta uma história dramática só não acontecida, por eu ser conhecedor dos passos do carteiro e estar prevenido. Não fora a prevenção, e a missiva que o cafageste me endereçou cairia nas mãos da minha mulher, e ai, a história deixaria de ser ficção. Tenho a certeza que ninguém duvidaria dela.
A história passaria como uma verdade absoluta, cuidado com as verdades absolutas.António Milheiro da Piedade Varandas
MALEDICÊNCIA APENAS!..
Por falta de oportunidade, não me tem sido possível contrapor à ideia fixa de um camarada que se intitula um Fuzileiro dos quatro costados. Sem querer desestabilizar a nossa amizade, de quase meio século, não quero no entanto, deixar de manifestar o quanto estou em desacordo, quanto às ferroadas, com que vai tentando denegrir a missão da nossa, mas também dele, Associação de Fuzileiros.
Existe um sentimento muito generalizado com o qual me congratulo, que é, a de que a Associação é de todos os Fuzileiros, o que mostra bem o espírito de corpo que existe entre a maioria de nós. Sendo certo que a prática corrente, é a de que as instituições associativas são dos seus sócios, na nossa o sentimento é de facto mais abrangente. E uma das provas mais recente que dá ênfase ao que acabei de dizer, foi o facto, de ter falecido um camarada que terá feito pelo menos duas comissões na guerra do ultramar,e para que tivesse, um funeral com o mínimo de dignidade, teve que o valor pago á funerária sido assumido pela Associação,(da qual se fez sócio em tempos, mas sem nunca ter pago as quotas) porque ninguém se apresentou com disponibilidade para o efeito. (vivia abandonado na ilha da culatra) Julgamos que este caso é paradigmático, e se duvidas houvesse, dá sustentabilidade à nossa máxima, de que, os Fuzileiros nunca deixaram um seu camarada para trás. Sinto-me pois muito honrado, pela atitude assumida pelo camarada que com ele fez uma das comissões, depois de saber do seu estado de saúde, o foi ver ao hospital, e deu conhecimento ao Presidente da nossa Associação das dificuldades entretanto conhecidas, fruto também do seu empenho. Foi assim, que de posse do problema, e por não haver quem o resolvesse, que a Associação de Fuzileiros em inextremo, resolveu o problema, substituindo assim o estado a quem competia ter solução para esta situação calamitosa, e vergonhosa, a para tantas outras, envolvendo ex combatentes a quem a guerra destruiu os alicerces psicológicos, para poder enfrentar, e lutar por uma vida com um mínimo de dignidade. É triste que continuadamente pouco ou nada faça pelos que necessitam, muitos dos quais sem abrigo.
Servirá este facto, para dizer ao camarada maldizente, de quem não menciono o nome, porque tal como eu, que sou o Esquelas, ele tem um nome de guerra do qual sou o padrinho, o qual descrito, facilmente se iria detectar este meu amigo mordaz, e ao mesmo tempo semi-inimigo, porque vou militando na Associação, à qual concorreu em tempos, mas por não ter sido a lista mais votada, terá mandado às urtigas os objectivos a que se propunha. Portanto, dizer-lhe que independentemente de lhe assistir o direito, de achar menos gratas, a presença nos corpos sociais da Associação de Fuzileiros de determinadas pessoas,é importante perceber que ela (Instituição) está acima de tudo isso, e delas não tem culpa.
O que seria de Portugal, se todos os que não votaram o Presidente da República ou o Primeiro Ministro, abandonassem o País?
Então aqui vão estas palavras, já bolorentas mas infelizmente, actuais.
O BOATO O BOATINHO E A BOATIÇE
É SEMPRE UMA GRANDE CHATICE
PORQUE IMPREGNADO DE MALDADE
SÓ FALA DE MEIA VERDADE
DE RESTO É SEMPRE ALDRABICE
SÃO ESTES ESFORÇOS PERDIDOS
QUE NÃO PASSAM DA INTENÇÃO
SÃO EMBUSTES MAL GERIDOS
MAS QUE GRANDE CONFUSÃO
NÃO SENDO O MELHOR CAMINHO
É UMA PÉSSIMA SOLUÇÃO
FOGE DESSA ESTRADA CAMARADA
OUTROS TRILHOS ESTÃO MAIS À MÃO
NEM QUE SEJA UMA PICADA
PODE ESTAR MENOS MINADA
NÃO TE ASSISTE QUALQUER RAZÃO
SAI-ME DESSA EMBOSCADA
VAMOS LÁ! NÃO SEJAS REFILÃO
COM ESSA VEIA AMARGURADA
NÃO CONTRIBUIS PRÁ SOLUÇÃO
ESSA AUTO ESTRADA SATURADA
SÓ NOS TRAZ MAIS POLUIÇÃO
AMBIENTAL E SONORA
FANFARRONICE NÃO LEVA A NADA
TU, BOATO, MANDA-O EMBORA
NÃO LHE PASSES CARTÃO CAMARADA
E TUDO TEM UMA HORA
PARA UMA ACÇÃO DETERMINADA
ATÉ A VIDA QUE SE CHORA.
QUANDO ESTAVAS ACTIVO NA ARMADA
MÁRIO MANSO, TEU AMIGO PARA SEMPRE
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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