quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

AS GUERRAS SÃO UNS MONSTROS


Interrogo-me muitas vezes, do porquê das guerras, mas não chega com clareza à minha mente, justificação suficiente, para que aceite o que para muitos, se transforma até, num autêntico deleite. A idade, e o facto de nela ter participado, em dois períodos de dois anos, apetrechou-me com alguns anticorpos que me impedem, de olhar todo o belicismo que envolvem as guerras como coisa boa, que serve para dar cabo dos maus, e proteger os bons.
Esta lógica funciona nos dois beligerantes, e hoje, após mais de trinta anos de terminada a guerra a que o povo português teve de dar resposta por imposição do sistema vigente, do qual não gostava muita gente, e sem poder mostrar tal vertente. Mas, por muito que eu tente, cada vez mais, não encontro lógica, para as duas posições em confronto. Será que os guerrilheiros tinham menos razão que os soldados Portugueses? Será que na mente dos que se combateram, não existe ainda hoje uma grande confusão e frustração? Uns dizem, tanto esforço para nada, outros (de um e outro lado) havíamos de os ter morto a todos. Que no tempo da guerra, os indígenas viviam melhor! Era verdade. Deste lado do atlântico, fazia-se um esforço económico sem que o povo tirasse disso vantagens, a não ser umas encomendas encaixotadas, que muitas famílias enterravam e que os governantes iam tentando esconder. (porque não havia gente a morrer) Uma coisa é certa: Que foi para satisfazer interesses variados, não tenho duvida! Mas dos quais, esteve arredado a esmagadora maioria dos dois povos. Se fosse feito um balanço sério das consequências de todas as guerras muito pouco seria positivo. Os exemplos são mais que muitos, temos o nosso que é evidente. O que os povos esperam dos seus políticos, (porque é sempre desse grupo de polidos que emergem as pessoas que governam ou se governam) é que cumpram as promessas: de que vão administrar de forma séria a coisa pública, tomando medidas para protegerem os seus povos, da miséria, da fome, e do sofrimento que é sempre, o que mais resulta de uma guerra.
São mentirosos, porque não cumprem o que anunciam, mas o povo tem memória curta e hoje já esqueceu o que o distinto, ontem prometeu.
Os efeitos da guerra com que recentemente os portugueses se confrontaram, colocou para sempre, autênticos monstros nas vidas de muitas centenas de milhares de homens, (e mulheres) que numa luta constante, acabam muitos deles, por sucumbir aos seus malefícios e levam muitos outros à loucura.
E qual é atitude dos governantes? Ignoram, não mostram qualquer respeito, querendo apenas, que eles morram o mais depressa possível. Se bem me lembro, eles estão no poleiro porque, bem ou mal, foram os militares que lhe estenderam o tapete, a resposta, é uma enorme ingratidão.
São ditosas as tripulações, mas sem insinuações, este comando é um tremendo furo e muito e burro…com timoneiros tão reles, jamais atracaremos a porto seguro.

Um abraço deste vosso amigo.

2 comentários:

Vítor Costeira, 75577 disse...

Benvindo à tua casa! Fico feliz por saber que estás melhor de saúde!
E para comemorar esta tua reentrada, nada melhor do que a prosa que efectuaste: simplesmente translúcida e actual!
Os meus parabéns!!!!

Barafunda disse...

Guerras,Guerras e mais Guerras!
O Homem,um ser egoísta e insatisfeito que não olha a meios para atingir os seus fins.
A Ganância aliada à inteligência são ingredientes para a sua auto-destruição.
A nossa espécie evoluiu para chegarmos a isto?
Um beijinho Sr. Mário.