Tenho necessidade de vez em quando, escrever qualquer coisa sobre peripécias vividas, nestas férias que a morte vai proporcionando a cada um de nós.
Porque ao lembrar-me dos amigos que por aqui vão passando, acho que devem poder desfrutar de uma historieta nova.
Quando um destes dias numa conversa entre camaradas Fuzileiros, tomava corpo a ideia, de que, quando se contam as histórias vividas há tantas dezenas de anos, que a sua veracidade, é envolvida por muita ficção.
Ora bem: não tem forçosamente que assim ser, porque todos, vivemos episódios, que temos bem marcados na nossa memória, que não precisam de retoques para lhes dar mais ou menos credibilidade.
Quando se é jovem, pode ao mesmo tempo ser-se imaturo e ingénuo, porque estas duas realidades são fruto da mesma árvore, apenas com sabores diferenciados.
Proponho-me, e é uma tentativa apenas, dar aos meus amigos a hipótese de viverem uma situação, em que vos gostaria de envolver, de tal forma, que vos leve a sentirem-se parte do meu grupo de combate.
Certo dia, foi o meu Destacamento incumbido, desenvolver uma operação numa região, onde havia um aquartelamento IN.
As densas matas da região dos Dembos era o cenário, e o tema era provocar-lhe as devidas inconveniências: destruir-lhes a logística, persegui-los, e anular tudo quanto nos fosse possível.
O meu grupo, (cinco homens) o primeiro a chegar à zona, é feita de Aloete III. Foi sempre para mim, um transporte muito simpático, e dele tenho boas recordações porque foi através da sua disponibilidade, que no inicio da comissão, na segunda operação, fui recuperado, depois de ter sido atingido no membro esquerdo da minha locomoção. Também agora, não era muito longe do local, aquele em que se desenvolvia mais esta tentativa de os desmotivar dos seus objectivos.
Depois de todo o dia em progressão cautelosa, porque a qualquer momento se espera a chegada das inconvenientes boas vindas, o que não deixou mais uma vez de acontecer, é feito o alto definitivo para pernoitar.
Desenvolviam-se as tarefas que se impunham para que aquele merecido descanso não fosse perturbado, por falta de se tomarem as respectivas cautelas envolventes, quando se ouve como primeiro alerta uns galináceos, seguido de vozes, que por serem pronunciadas em dialecto indigna, nos deixou na mesma, apenas a curiosidade aumentou e a adrenalina subiu ligeiramente. Que estávamos perto do acampamento, era a uma certeza trazida pelos bicos que não era fácil disfarçar. Quase existia um convívio pacífico, entre grupos de pessoas que se digladiavam, não fora a guerra assumida pelas partes, e até era possível, se naquele momento houvesse a hipótese de um compromisso entre beligerantes, do fim das hostilidades.
A juventude era no tempo, um potencial enorme de disponibilidade, de entrega e de disciplina, e foi esta última que fez a diferença na atitude, com que o meu grupo se propunha levar por diante. Foi proposto encetar uma aproximação à zona de onde se tinham ouvido as vozes daqueles inquilinos. O Cte. quase foi convencido, quando já sem as botas para uma deslocação mais silenciosa, lhe sugeria a ideia: avançar com a minha equipa até aos limites que se me afigurassem convenientes, para que de manhã pudéssemos utilizar o factor surpresa com vantagens acrescidas.
Algumas vezes na vida militar me apeteceu contrariar a disciplina, e esta foi uma delas.
Iniciada a progressão do dia seguinte, já com a detonação pelas duas da manhã, da armadilha, que estava colocada no sentido da picada que nos levava ao acampamento, e que a curiosidade de um gato enorme a fez rebentar, serviu milagrosamente os guerrilheiros, denunciando-nos, o que não tinha acontecido como provara os sons emitidos pelas vozes denunciadoras do dia anterior das "diferentes" aves.
No calcorrear da picada, as flagelações foram acontecendo, sem alternativas, que nos proporcionassem, um braço de ferro, e que nos levassem a colocar em prática o que treinámos, mas a que guerrilha se não predispunha, connosco, sim! Porque algumas vezes assim se comportou com os camaradas do exército, dando luta.
Passados mais de quarenta anos, desse episódio, tenho pena que não tivesse havido consentimento, para o colocar em prática, porque os resultados seriam certamente diferentes. Ao mesmo tempo, hoje, mais consciente, ao visualizar mentalmente toda a situação, os cabelos se me coloquem em pé “de guerra” e não por mais virilidade!...
UMA HISTÓRIA SEM FICÇÃO
QUE HOJE ME TRANSPORTOU
PARA ÉPOCA DE MUITA ACÇÃO
ONDE SE MORREU E MATOU
LEMBRAR COM ESTA NARRAÇÃO
EPISÓDIO POR MIM VIVIDO
SEM MÁGOA NO CORAÇÃO
MESMO NÃO TENDO CONSEGUIDO
A GUERRA NEM TODOS POUPOU
MAS O VIVO AINDA É PERSEGUIDO
SEM SABER PORQUE MATOU
SENTE-SE COMO TENHA MORRIDO
UM ABRAÇO PARA QUEM ME LEU
DESTE AMIGO QUE NÃO MORREU
Mário Manso
terça-feira, 24 de agosto de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
HOMENS QUE NÃO ESQUEÇEMOS
BEM HAJAM CAMARADAS
DAS LANCHAS DE DESEMBARQUE
Os homens que aqui quero lembrar, honrar e homenagear, foram na guerra de África, quem esteve mais perto dos Fuzileiros naqueles momentos decisivos e muitos difíceis de que se reveste um desembarque em zona de combate, onde se morre ou se abate.
Foi apoiado na sua camaradagem e capacidade profissional, que desembarcamos e reembarcamos, muitas vezes. Fosse de noite ou de dia, sempre estiveram prontos a darem o seu melhor para que tudo corresse a contento dos seus fuzileiros. Nunca nos pediram nada em troca, a não ser, que todos regressássemos são e salvos, e isto, nunca se esquece e para sempre na memória permanece.
Foram espectadores de muitas situações quase macabras, quando as suas residências flutuantes, sem indumentária serviram de morgue ou casa funerária.
Sempre que algum camarada quer fosse ou não da Marinha, que da sua logística teve necessidade, mesmo morto, nunca se furtaram a dar o seu melhor até para que na morte, pudesse existir alguma dignidade, foi preciso destes bravos, muita disponibilidade.
Os Fuzileiros, sempre se sentiram muito perto destes filhos da escola, para todos eles, o nosso obrigado por todo o esforço dado em prol dos objectivos de cada missão, em que também eles estiveram envolvidos de corpo e alma. Todos merecem o orgulho que representa para os Fuzos a sua Boina mas, na impossibilidade de vos a impor, serão bem vindos à nossa associação e será para todos nós, um privilégio ter sócios tão especiais como vocês, para que possamos continuar a conviver agora, felizmente numa de paz e harmonia, que por exigências da pátria, nem sempre nos envolveu, e que, de quase todos, parece até, que já se esqueceu. A ingratidão, não é solução para quem deu os melhores anos de vida, ao serviço da nação.
Para todos o meu saudoso abraço.
Mário Manso
DAS LANCHAS DE DESEMBARQUE
Os homens que aqui quero lembrar, honrar e homenagear, foram na guerra de África, quem esteve mais perto dos Fuzileiros naqueles momentos decisivos e muitos difíceis de que se reveste um desembarque em zona de combate, onde se morre ou se abate.
Foi apoiado na sua camaradagem e capacidade profissional, que desembarcamos e reembarcamos, muitas vezes. Fosse de noite ou de dia, sempre estiveram prontos a darem o seu melhor para que tudo corresse a contento dos seus fuzileiros. Nunca nos pediram nada em troca, a não ser, que todos regressássemos são e salvos, e isto, nunca se esquece e para sempre na memória permanece.
Foram espectadores de muitas situações quase macabras, quando as suas residências flutuantes, sem indumentária serviram de morgue ou casa funerária.
Sempre que algum camarada quer fosse ou não da Marinha, que da sua logística teve necessidade, mesmo morto, nunca se furtaram a dar o seu melhor até para que na morte, pudesse existir alguma dignidade, foi preciso destes bravos, muita disponibilidade.
Os Fuzileiros, sempre se sentiram muito perto destes filhos da escola, para todos eles, o nosso obrigado por todo o esforço dado em prol dos objectivos de cada missão, em que também eles estiveram envolvidos de corpo e alma. Todos merecem o orgulho que representa para os Fuzos a sua Boina mas, na impossibilidade de vos a impor, serão bem vindos à nossa associação e será para todos nós, um privilégio ter sócios tão especiais como vocês, para que possamos continuar a conviver agora, felizmente numa de paz e harmonia, que por exigências da pátria, nem sempre nos envolveu, e que, de quase todos, parece até, que já se esqueceu. A ingratidão, não é solução para quem deu os melhores anos de vida, ao serviço da nação.
Para todos o meu saudoso abraço.
Mário Manso
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
PORQUE ME SINTO ROUBADO E INDIGNADO
1
Este meu país já não brilha
E é a miséria que abunda
É como um barco sem quilha
Que sem comandante se afunda
2
São uns refinados ladrões
Neste paraíso que se trilha
Por cambada de burlões
Não deve ter mãe esta filha
3
Esta terra foi assaltada
Por gentinha sem vergonha
Ceita bem organizada
Com riso cínico na fronha
4
Roubam-nos à descarada
É a torto e a direito
Quase não nos deixam nada
São carteiristas com jeito
5
É tempo da nação acordar
E dizer que já chegou
Se continuarem a roubar
É porque o povo se vergou
6
Cada vez mais sacrifícios
São pedidos a um povo
Com manhas e artifícios
Prometendo um amanhã novo
7
Acreditar em quem mente
E na sua balofa teoria
É certificado de demente
Que passam à maioria
8
Eles andam bem guardados
Tanto gostava de lhes bater
Para mim são renegados
Vou-me continuar a debater
9
Quando a justiça chegar
Já a cambada engordou
E a plebe vai mendigar
Porque já tarde acordou
Este meu país já não brilha
E é a miséria que abunda
É como um barco sem quilha
Que sem comandante se afunda
2
São uns refinados ladrões
Neste paraíso que se trilha
Por cambada de burlões
Não deve ter mãe esta filha
3
Esta terra foi assaltada
Por gentinha sem vergonha
Ceita bem organizada
Com riso cínico na fronha
4
Roubam-nos à descarada
É a torto e a direito
Quase não nos deixam nada
São carteiristas com jeito
5
É tempo da nação acordar
E dizer que já chegou
Se continuarem a roubar
É porque o povo se vergou
6
Cada vez mais sacrifícios
São pedidos a um povo
Com manhas e artifícios
Prometendo um amanhã novo
7
Acreditar em quem mente
E na sua balofa teoria
É certificado de demente
Que passam à maioria
8
Eles andam bem guardados
Tanto gostava de lhes bater
Para mim são renegados
Vou-me continuar a debater
9
Quando a justiça chegar
Já a cambada engordou
E a plebe vai mendigar
Porque já tarde acordou
segunda-feira, 5 de abril de 2010
PÁSCOA AMARGA
SEM AMÊNDOAS PARA CHUPAR
NÃO ME POSSO ENTRETER
POR ISSO NÃO VOU POUPAR
ESSA GENTALHA DO PODER
PASCOA DE AMÊNDOAS AMARGAS
COM QUE O PEC NOS CONTEMPLOU
ESTE GOVERNO DE MÃOS LARGAS
MAIS UMA VEZ NOS ROUBOU
SÃO AMENDOAS DE OCASIÃO
QUE NÃO DÃO PARA CHUPAR
MESMO AZEDAS QUE SÃO
SEMPRE DÃO PARA TRINCAR
Páscoa feliz com abraços ou beijinhos doces.
Mário Manso
NÃO ME POSSO ENTRETER
POR ISSO NÃO VOU POUPAR
ESSA GENTALHA DO PODER
PASCOA DE AMÊNDOAS AMARGAS
COM QUE O PEC NOS CONTEMPLOU
ESTE GOVERNO DE MÃOS LARGAS
MAIS UMA VEZ NOS ROUBOU
SÃO AMENDOAS DE OCASIÃO
QUE NÃO DÃO PARA CHUPAR
MESMO AZEDAS QUE SÃO
SEMPRE DÃO PARA TRINCAR
Páscoa feliz com abraços ou beijinhos doces.
Mário Manso
quinta-feira, 25 de março de 2010
DEMOCRACIA, FANTASIA, OU HIPOCRISIA?
Quando escrevo qualquer coisa, não tenho outras pretensões que não seja o de dar a alguém que me queira dispensar algum do seu tempo, a hipótese de me chamar os nomes que quiser, se não achou qualquer jeito á treta entretanto trespassada, o que não é difícil acontecer, porque não chega ser Português com orgulho, para que me faça entender como eu gostava. É certo, que todos vamos estando fartos de algumas lamúrias, quantas não são, as crónicas escritas, e bem, por sabedores das matérias apresentadas, mas que afinal, nem essas surdem qualquer efeito.
Seja nos jornais, na TV ou na Net, há uma imensidão de artigos, e confronto de ideias que descamisam, de tal maneira os assuntos, que a ninguém é difícil ver, que está ali uma espiga desnudada, já com os milhos comidos e tudo, mas não acontece nada. A corrupção alastra, a justiça não funciona, ou só, a contento de alguns. Transforma-se mesmo, a verdade em mentira, e quantas vezes o contrario, será que é uma arte? Mas para que as coisas se passem desta maneira, é preciso ter dinheiro ou outro tipo de poder, mas o povo, não tem uma coisa nem outra, ou se tem um desses domínios quando o utiliza está a sufragar os malandros os ladrões os corruptos, ou seja: estamos a passar-lhes os salvos condutos para fazerem o que quiserem, fazendo muito pouco ou nada, do que melhor prometem, mas logo, o de não os podermos chamar pelos verdadeiros nomes, a não ser por aqueles porque estão registados, se é que todos estão! Mas acreditamos, que todos têm pai.
Leva-se a economia à falência, os bancos ficam na ruína, e não se pede contas aos responsáveis, confiscando se necessário, os bens desses descarados artistas medíocres de valores morais. Mas de que princípios são feitas, essas dejectas leis, que só servem para fecundar a grande maioria deste povo, potenciais marionetes nas mãos destes fazedores de legislações, que na sua aplicação cada erudito lhe dá a sua interpretação e quem se f... é o mexilhão.
Encharcam as falências mais convenientes com os milhões, que não lhes pertencem, porque alguns dos depositantes são uns coitadinhos que se fartaram de serem imaginativos, e dar ao coco para arranjarem as ditas e desditas fortunas. Estas injecções são para se salvarem a si, e aos amigos, veja-se se o sr. mais poderoso, ficou entalado! E quantos mais não houve, que terão embarcado naquele comboio imaginativo de alta velocidade? Felizmente, temos as democracias imaginativas, sim!.. Temos as autarquias, para nos darem exemplos de transparência, nada de corrupção, nada de cheques, só com dinheiro na mão. Temos um: que morais! E quantos mais? Sugam os seus Munícipes sem que estes tenham direito a dizer basta, e quando o podem fazer, qual é o comportamento! Elegem-nos de novo. São estes os valores de um povo, que quanto mais mal tratado é, melhor se sente! Será apoiando a corrupção que se salvará a Nação? Povo burro que se move com esta aferição, não merece consideração, e alguns políticos não perdem a ocasião.
É esta a democracia que temos e que de certa forma, funciona paredes meias com as outras, neste mundo de manhosos, e que, em muito pouco divergem entre si. Um homem rouba para comer, leva a sério para exemplo, o outro rouba para aumentar o bolo extorquido e é absolvido. Um levanta a voz contra a pobreza, e deixa de ser uma posição com nobreza, o ladrão atascasse na riqueza e é tratado com delicadeza, outros, sem dinheiro para o transporte, e ao lado vários com carros de porte. Pode-se barafustar dizer que se tem fome, mas nas listas dos contemplados, não existe o nome. É-se atacado, não se pode defender e às mãos do assassino tem de morrer, nem todos tem o direito a se resguardar. A Policia, tem que primeiro levar para poder atirar, mesmo assim, sujeito a processo disciplinar. Um bairro ou uma qualquer zona delimitada, não tem segurança, apenas assaltos, assaltos, e policia nada, enquanto a outros, não lhes falta um minuto que seja do dia o polícia à porta, mas então que democracia de merda é esta, em que uns tem direito a tudo e os outros a nada, mudem esta trapalhada, porque a grande maioria está fora da jogada.
Estou mesmo, muito descrente com certo tipo de gente, e não estou certo que alguém tenha que acertar as contas, porque os exemplos de quem na terra apregoa, que no dia do juízo final todos serão chamados á razão, são parcos de exemplos, para que se acredite que assim será.
Mesmo sendo um mundo “ou seita” de características muito especiais projectora de bons exemplos, "palavras levas o vento" somos constantemente assaltados por notícias cujos progenitores são homens ligados a uma instituição que todos os dias apregoa a palavra de Deus, mas cujas práticas de alguns, são a negação, e não resistem ao poder da luxúria. Nada de pedófilas, ou de convites às suas paroquianas, prometem abstinência a várias coisas, e até à riqueza, e o que é que se vê? Reformas de milhares. Chega-se de burro para tomar conta da paróquia, e passado pouco tempo, transportam-se em portentosos cavalos, essa do olha para o que eu digo, não para o que eu faço, é uma grade treta, com que vão adormecendo o pessoal. Acabe-se com a guerra, gritam aos quatro ventos, mas não terminam com os seus investimentos, nos negócios de armas.
Pergunto: onde há uma democracia sem hipocrisia? Existem várias utopias, mas esta nossa vida é uma realidade, então, que cada um pense, o que está à sua mão fazer, para dar a volta ao texto começando mesmo, por este que acabei de escrever mesmo que nada tenha de didáctico.
Temos que unir esforços, antes que a maioria deste povo seja cilindrado. Será que não merecemos melhor? Então porque não fazer um esforço, as coisas não aparecem se não lutarmos por elas!
Eu vou-me indignando, o que já não é chita.
Um abraço meus amigos.
Mário Manso
terça-feira, 9 de março de 2010
MULHER NÃO MERECIA 4
22
Às mulheres tenho afeição
Mas só as querem tramar
Pretendem mais procriação
Sem ter mãe para mamar
23
Esta burla à juventude
Deixa o veterano chocado
Com políticos sem atitude
Sem na tropa terem passado
24
Não com as mamas no chão
Contra o lodo pressionadas
Exijam um bom colchão
E sintam-se ai saciadas
25
Protejam o vosso peito
E também vosso traseiro
Exijam é mais respeito
E direito ao travesseiro
26
Contra um ataque inimigo
Tem que haver altruísmo
Não se pode correr perigo
Com ataque de histerismo
27
Se houver alguma heroína
Que se venha a candidatar
Se não quer ser feminina
Ninguém se deixe encantar
28
Não tirem a feminilidade
Ao mais belo da mulher
Não é a sua masculinidade
Que o mundo delas quer
Mário Manso
Às mulheres tenho afeição
Mas só as querem tramar
Pretendem mais procriação
Sem ter mãe para mamar
23
Esta burla à juventude
Deixa o veterano chocado
Com políticos sem atitude
Sem na tropa terem passado
24
Não com as mamas no chão
Contra o lodo pressionadas
Exijam um bom colchão
E sintam-se ai saciadas
25
Protejam o vosso peito
E também vosso traseiro
Exijam é mais respeito
E direito ao travesseiro
26
Contra um ataque inimigo
Tem que haver altruísmo
Não se pode correr perigo
Com ataque de histerismo
27
Se houver alguma heroína
Que se venha a candidatar
Se não quer ser feminina
Ninguém se deixe encantar
28
Não tirem a feminilidade
Ao mais belo da mulher
Não é a sua masculinidade
Que o mundo delas quer
Mário Manso
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